Saciar. Essa possivelmente é uma das
palavras que mais carrega sentido na história. A busca por uma significação, um
motivo ou motivação, a resposta ao desejo derradeiro, e a ânsia por saciar esse
desejo é que move o âmago do historiador.
Caminhar por campos abertos e obscuros, desvendar segredos que estão ocultos, e principalmente deixar falar os mortos, são alguns dos legados que cabem ao historiador. Mas em que consiste o legado? O que deve ser considerado História e o que deve ficar a beira do caminho? Não existem respostas fáceis e nem ao menos totalmente retas para essas dúvidas, mas afinal o que é a ciência sem as suas dúvidas e questionamentos, e consiste o papel de um bom cientista buscar a resposta para as dúvidas insaciadas de seu campo de estudo. À História não poderia ser diferente, cabe ao maestro regente da dessa zelosa ciência a afirmação de que seus objetos existem e que os objetivos são alcançáveis.
O homem é um ser que deseja, almeja, sonha, e até mesmo chega ao ápice do desespero, no intuito de se descobrir e de aplacar essa fome que o consome internamente, o apetite voraz de entender como se deixou levar, e constantemente, busca compreender a existência desse eterno cordão umbilical que não o deixa se separar do passado seja materialmente ou em memória. Esse é o sentido da história e a motivação do bom historiador, a busca pelo saciar-se.
Há quem diga que a História não pode e nem ao menos poderá ser uma ciência, por estar carregada de sentido próprio e de subjetividade, além de possuir uma interminável dose do sujeito. Porém no que se baseia uma ciência senão no inesperado intuito impulsivo de se resgatar a respostas a questionamentos carregados de valores e dúvidas próprias do homem? A ciência, e qualquer uma que seja nada mais é que a busca humana para respostas do natural e do próprio comportamento homem.
Não podemos negar a interação direta do autor histórico e do ator da história, no entanto não poderá o primeiro deixar de fazer interpretações próprias dos atos de seu objeto de estudo tendo em vista que o mesmo não será uma fênix e reviverá para ser um conteúdo completamente analítico. É de inteira responsabilidade do historiador se efetuar o reto e coeso registro da história, porém, tenhamos a consciência racional que o contado nunca, jamais, e inevitavelmente será o registro do ocorrido, principalmente por dois fatores, o primeiro corresponde que mesmo as fontes, mesmo as mais confiáveis, sempre serão detentoras de verdades próprias de quem a registra, a exemplo desses podemos citar os arautos da Inquisição Católica que durante séculos torturou, massacrou, e assassinou milhares de pessoas por todo mundo e que possuíam seus registros efetuados por pares da própria igreja que estavam embebidos ou até mesmo imersos em pré-conceitos concebidos por uma formação rigorosa e até mesmo, sobre alguns membros, alienadora e que buscavam justificar os atos da ação da “Sagrada” Inquisição. Em um segundo plano podemos deixar claro que o historiador por mais que busque a verdade e a correta rede que prende os fatos, ele nunca foi e nunca será um espectador do tempo já vivido que está fora de sua perspectiva de vida, o historiador por si próprio não poderá conceber, por exemplo, como era a rotina de vida de um soldado no front de batalha durante a Primeira Guerra Mundial, mas podemos relatar baseado em registros de seus companheiros, de sua esposa ou amante, familiares, e até mesmo do exercito, como era o viver desse combatente nas trincheiras dos campos gelados da Europa.
Então porque não saciar-se? Se existe algo que está e estará eternamente inserido no sangue, no DNA humano, assim como a fome e a sede, é o porquê, é essa raiz do questionamento e da dúvida que levará indiscutivelmente o homem a sua história, não importa se a original ou a gênese, se regida ou não por leis, se está escrita épica ou filosoficamente, o que importa é que ela existe e está registrada.
Porque não saciar-se? Inevitavelmente, a qualquer momento, nós estaremos lá, esmiuçando um pedaço de papel velho, ou a recordar de bons momentos de caminhada a beira mar de mãos dadas sob o sol do verão com a pessoa amada. Saciar, registrar, guardar e evoluir, esse sentido da vida será sempre regido e defendido por um incansável e até mesmo insaciável guardião do tempo, o historiador.
É a história a senhora e guardiã do tempo, e o historiador o seu orador. Ambos não ressuscitam os mortos, mas revive suas lembranças, e principalmente não fala pelos mortos, mas sim deixa que falem.
Caminhar por campos abertos e obscuros, desvendar segredos que estão ocultos, e principalmente deixar falar os mortos, são alguns dos legados que cabem ao historiador. Mas em que consiste o legado? O que deve ser considerado História e o que deve ficar a beira do caminho? Não existem respostas fáceis e nem ao menos totalmente retas para essas dúvidas, mas afinal o que é a ciência sem as suas dúvidas e questionamentos, e consiste o papel de um bom cientista buscar a resposta para as dúvidas insaciadas de seu campo de estudo. À História não poderia ser diferente, cabe ao maestro regente da dessa zelosa ciência a afirmação de que seus objetos existem e que os objetivos são alcançáveis.
O homem é um ser que deseja, almeja, sonha, e até mesmo chega ao ápice do desespero, no intuito de se descobrir e de aplacar essa fome que o consome internamente, o apetite voraz de entender como se deixou levar, e constantemente, busca compreender a existência desse eterno cordão umbilical que não o deixa se separar do passado seja materialmente ou em memória. Esse é o sentido da história e a motivação do bom historiador, a busca pelo saciar-se.
Há quem diga que a História não pode e nem ao menos poderá ser uma ciência, por estar carregada de sentido próprio e de subjetividade, além de possuir uma interminável dose do sujeito. Porém no que se baseia uma ciência senão no inesperado intuito impulsivo de se resgatar a respostas a questionamentos carregados de valores e dúvidas próprias do homem? A ciência, e qualquer uma que seja nada mais é que a busca humana para respostas do natural e do próprio comportamento homem.
Não podemos negar a interação direta do autor histórico e do ator da história, no entanto não poderá o primeiro deixar de fazer interpretações próprias dos atos de seu objeto de estudo tendo em vista que o mesmo não será uma fênix e reviverá para ser um conteúdo completamente analítico. É de inteira responsabilidade do historiador se efetuar o reto e coeso registro da história, porém, tenhamos a consciência racional que o contado nunca, jamais, e inevitavelmente será o registro do ocorrido, principalmente por dois fatores, o primeiro corresponde que mesmo as fontes, mesmo as mais confiáveis, sempre serão detentoras de verdades próprias de quem a registra, a exemplo desses podemos citar os arautos da Inquisição Católica que durante séculos torturou, massacrou, e assassinou milhares de pessoas por todo mundo e que possuíam seus registros efetuados por pares da própria igreja que estavam embebidos ou até mesmo imersos em pré-conceitos concebidos por uma formação rigorosa e até mesmo, sobre alguns membros, alienadora e que buscavam justificar os atos da ação da “Sagrada” Inquisição. Em um segundo plano podemos deixar claro que o historiador por mais que busque a verdade e a correta rede que prende os fatos, ele nunca foi e nunca será um espectador do tempo já vivido que está fora de sua perspectiva de vida, o historiador por si próprio não poderá conceber, por exemplo, como era a rotina de vida de um soldado no front de batalha durante a Primeira Guerra Mundial, mas podemos relatar baseado em registros de seus companheiros, de sua esposa ou amante, familiares, e até mesmo do exercito, como era o viver desse combatente nas trincheiras dos campos gelados da Europa.
Então porque não saciar-se? Se existe algo que está e estará eternamente inserido no sangue, no DNA humano, assim como a fome e a sede, é o porquê, é essa raiz do questionamento e da dúvida que levará indiscutivelmente o homem a sua história, não importa se a original ou a gênese, se regida ou não por leis, se está escrita épica ou filosoficamente, o que importa é que ela existe e está registrada.
Porque não saciar-se? Inevitavelmente, a qualquer momento, nós estaremos lá, esmiuçando um pedaço de papel velho, ou a recordar de bons momentos de caminhada a beira mar de mãos dadas sob o sol do verão com a pessoa amada. Saciar, registrar, guardar e evoluir, esse sentido da vida será sempre regido e defendido por um incansável e até mesmo insaciável guardião do tempo, o historiador.
É a história a senhora e guardiã do tempo, e o historiador o seu orador. Ambos não ressuscitam os mortos, mas revive suas lembranças, e principalmente não fala pelos mortos, mas sim deixa que falem.

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